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12 Maio 2011

A calçada é intolerante

O mundo é plástico e moldado com regras fundamentadas pela cultura dos lugares. Os caminhos são pré determinados por uma maioria hipócrita ou uma minoria sem escrúpulos. Não dá para saber, infelizmente. Na minha opinião são ambos que tornam os dias para alguns mais difíceis.

A mídia prega uma ode às diferenças e até mesmo o povo pede isso, contudo essa vontade parece pertencer a uma casquinha bem fina. Igual aquelas que se formam rapidamente sobre um mingau quente. Sensível a qualquer toque. Tão leve tocamos e imediatamente queimamos o dedo ou a boca.

Assim tem sido a calçada. Sim, a calçada. Esse mundo paralelo, lugar onde conversamos, onde expomos nosso ponto de vista, onde bebemos e esquecemos para onde nos leva o asfalto (casa ou trabalho na maioria das vezes). É nela que abrimos o coração e nos mostramos como somos porque é segura.

Porém nos esquecemos dos seus limites. E nesse ponto é que percebemos como de fato pensa nossa sociedade. Digo isso por causa de uma série de abusos cometidos por alguns usuários no Twitter. (veja aqui) Existe uma máxima que costumo usar: "Não sabe brincar, desce do playground" que irei adaptar para o microblog: "Não sabe usar, não faça perfil".

A internet é um espaço sem limites em vários sentidos, seja na sua dimensão ou possibilidades de uso,  e isso se torna uma arma na mão de pessoas que não possuem o menor sentido de ética. O Twitter hoje é a calçada da vida, porém alguns esquecem que existem acidentes e que a calçada é pública, todos saberão o que faz e onde está.

Contudo não acho isso negativo, ao contrário. Isso é uma excelente oportunidade para que possamos ter um contato com o que as pessoas realmente são. Porque ninguém consegue se esconder durante muito tempo e uma hora ou outra irão escorregar em seus próprios defeitos. Fica a reflexão: os meios e veículos da mesma forma que influenciam são influenciados pelas pessoas.

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