Estamos em pleno período eleitoral e a única frase que consigo falar sobre isso é: "que saco"!
Perdoem-me o desabafo, meus prezados. Mas há momentos que perdemos a razão e partimos para os sentimentos mais passionais possíveis.
Sinto-me fatigada com toda essa palhaçada que insistem em chamar de campanha política. Política é troca de ideias, de propostas para se chegar em um consenso sobre aquilo que é melhor para uma maioria. Não é essa troca de farpas, de ofensas que mais parece os famosos exames de DNA promovidos pelo programa do Ratinho.
Aliás, quem dera se o fosse, porque pelo menos soltamos gargalhadas com todo aquele circo armado. Nesse barraco eleitoral somente sentimos um desespero por imaginar que um daqueles ali será o presidente do Brasil.
Cismaram agora de polemizar um assunto que deve ser decidido com muita cautela e principalmente de acordo com a vontade da população: o aborto. Colocam isso para que somente um decida, ou seja, aquilo que é pensado pelos candidatos será majoritário. Desde quando? Pois acredito que tal questão deve ser analisada e colocada em votação pelas pessoas por se tratar de um tema ligado a pensamentos religiosos, filosófios e portanto pessoais.
Quero ver soluções para educação, prezados candidatos. Essa sim, merece polêmicas sobre sua atual situação. Quero ver ambos discutindo pelo melhor para saúde. Quero veias saltadas por indignação pela segurança pública.
Infelizmente, ainda não sei em quem votar. Aliás, a única coisa que sei nisso tudo é que cansei do processo democrático do Brasil. Toda campanha é a mesma coisa. Minha cabeça já está cheia de ver manipulações de informações, estratégias publicitárias para convencer o eleitor e os debates SEMPRE permeados por calúnias e difamações.
Democracia dessa forma só faz retroceder o processo de amadurecimento político do país.
fonte-imagem: vi.sualize.us
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