Todos os dias acordamos, arrumamos e saímos para trabalhar. Se não trabalhamos, exercemos alguma atividade que não nos permite perceber as mudanças que ocorrem dentro da alma causadas pelos rumos da modernidade. Contudo, um belo dia não se reconhece mais no espelho.
Iniciamos uma enxurrada de perguntas: para onde foi aquela pessoa feliz? Cadê aquela perseverança toda? E os sonhos, não deixaram sequer um rastro. Ficamos estranhos para nós. Verdadeiras incógnitas da modernidade. O que antes era convicção, hoje perdeu-se o sentido. E agora, o que fazer?
Todos passam por isso, portanto não seria diferente comigo. Há meses tenho perambulado por pessoas, lugares e vivenciado situações que não me pertenciam. Era como se vivesse outra história e não a minha.
Parava para me encontrar e de nada adiantava. Aumentava-se a angústia do desconhecido, da não compreensão, do tempo perdido. Contudo, há tempo para tudo.
Uma das coisas que mais admiro na vida é o desenrolar dos fatos. A maneira como um acontecimento se liga a outro e no final verifica-se a necessidade de cada um deles. Porém o que me fascina é a perfeita ligação de pessoas aos fatos, ou seja, como um alguém se torna importante para o desenrolar de uma situação.
Alguém, que espero se tornar permanente em minha vida, deu-me um tapa de luvas que foi primordial para o meu acordar confrontando-me com apenas uma frase em uma conversa casual: "E você se importa com que os outros pensam de você?"
Antigamente, eu diria que não. Mas quando li essa pergunta (a conversa foi por msn) fiquei sem reação. Isso porque eu me importava.
E nesse momento eu vi que não era mais a mesma. Que virei aquilo que mais temia. Foi um choque. Um excelente acordar. Um catalizador de mudanças internas, de limpeza espiritual e principalmente de aceitação.
Vi a beleza de ser você mesmo. O quanto que isso te dignifica, enobrece e deixa mais leve. Ir contra si é o melhor caminho para o fracasso. Se anular diante das situações é uma ótima oportunidade para ser massacrado pelas pessoas.
Estou tomando as rédeas de minha vida, novamente. E nesse momento me reconheço como Fatine Oliveira.
Finalmente.
fonte-imagem: vi.sualize.us

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