"Pode-se esquecer tudo, tudo, menos a si mesmo, menos o próprio ser, pois o caráter é absolutamente incorrigível"
Schoppenhauer
Schoppenhauer
Essa frase tem sido uma referência para mim esses dias. A impossibilidade de se esquecer suas capacidades, de seus limites e limitações é algo que muitos negligenciam ou apenas passam por cima como se fossem um trator. Em nome de quê? De uma pseudo bondade? De uma forma de plantar o amor?
Não sou contra a força do bem no mundo. Sou contra a força da hipocrisia. Essa época não nos permite sentimentos profundos, devemos apenas ser rasos em nossas emoções e quem sabe fazer aquilo que nos disseram que é o certo. Mas me digam, o que é o errado?
O erro não pode ser evitado em demasia. Isso empobreceria nossa existência. Não saberíamos identificar, como atualmente, o que de fato é o melhor a ser feito.
Aquilo que há em nós, é o que de fato somos. E quem muito se evita, se foge, não poderá saber quem é.
Eu quero a ousadia de ser quem sou, de exercer os meus pensamentos, de poder pensar aquilo que não é certo, de errar. Quero o erro, pois anseio pelo aprendizado. Quero a possibilidade de me tornar alguem mais maduro, mais consciente de seu lugar.
Renego a possibilidade de ir tal como uma pena bailando no vento. Quero asas para ir a lugares que sonhei.
Quero a escolha. Hoje eu quero isso. Amanhã quero aquilo. Mas no mesmo dia, jamais irei querer os dois.
A ambiguidade me angustia. Me soa como falta de norte.
Continuarei minha caminhada. Apenas caminhando...


1 comentários:
Na correria do dia-a-dia parei. Lembrei que precisava falar com você. Por algum motivo fui impelido a entrar em seu blog. Que bom que fiz isso....
Cada texto que leio de vc fico mais encantado. Sua escrita e´gostosa.. é irônica.. faz a gente pensar.
Parabéns por este texto. Muito profundo.. muito rico...
A sensação de te ler é maravilhosa.
Abraço minha amiga. Hoje a noite vou te ligar.
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