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16 Julho 2009

Expectativas... Razões ou Pretextos?


Creio que tudo começa pelo desejo. Esse animal selvagem que reside em nós. Essa ânsia de devorar aquilo que é desejado, ansiado, querido. Não há o que se fazer. Ele surge e consome. E nós, levados pelas forças coercitivas, lutamos fortemente contra esse gigante sem massa. O titã invisível e silencioso.
Ele aparece sem que o convidemos. Ou talvez convidamos. Temos em nós um pequeno traidor chamado inconsciente. Esse age por vontade própria, não adianta dizer que consegue se segurar, manter de maneira sistemática. Em vão. Um adolescente em nossas mentes.
O desejo, escolhe sua vítima de acordo com nossas vidas, ele verifica o que seria melhor para nós naquele momento. É um verdadeiro visionário. Se fosse personificado, eu diria que seria o melhor empreendedor que o mundo já viu. O funcionário perfeito para grandes empresas.
Feita a escolha, lança-se a ação. Juntamente com seu amigo id (apelido carinhoso para inconsciente) elaboram uma tonelada de pensamentos em nossas cabeças. Os pensamentos adquirem força, até que conseguimos aquilo que ele "desejou".
E aí começa, em alguns casos, a tormenta.
Nosso querido adolescente, não fugindo a regra, não consegue pensar nas consequencias das coisas que quer. E crê que sempre será como ele esperou. Nasce a expectativa.
Enorme no início. Quase uma Benjamim Burton.
Nasce linda. Forte. Resistente. Guerreira.
Morre amarga. Dolorosa.
Não se engane, uma expectativa sempre acaba mal. Muda de nome, e passa a se chamar Decepção. A nova personalidade não torna as coisas mais fáceis, pelo contrário. Só fica mais chato.
Não sei se as expectativas são voluntárias. Ou apenas fruto de um desejo interior. Em alguns casos, ela é o pretexto para a manutenção de comportamentos, ações...
O que sei, e isso uma rosa me ensinou, é que a vida é perigosa. E que enfrentar essas coisas requer muita coragem. São muitos os caminhos a se trilhar. E a maioria deles não são fáceis.

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