A linguagem é algo fascinante, a capacidade de se expressar por palavras mais ainda. Dizem que isso só foi possível nos seres humanos e que por esse motivo somos "mais importantes" do que o restante dos animais. Segundo Monod (se não me engano) o homem já possuía uma estrutura que lhe permitiu essa capacidade de falar. Essa anatomia foi desenvolvendo, e concomitantemente à ela o cérebro. Dessa forma, foi a fala que moldou a evolução desse. Essa língua tornou-se mais complexa, elaborada. E acabou por se tornar um diferencial entre os povos, e para alguns o seu maior patrimônio.
Em alguns momentos da história, e penso que até hoje, aquela foi motivo de guerras, invasões, soberanias. Exemplo disso, nosso memorável Império Romano que considerava bárbaro todo aquele que não falava o latim. Ultimamente, temos isso um pouco mais "hardcore". Desatualizado é todo aquele que não domina a linguagem virtual e principalmente o inglês estadunidense (ou americano se preferir).
Porém, abandonemos os devaneios... Já lhes contextualizei a respeito da linguagem. Agora vamos direto ao assunto! Interessante pensar que apesar de todo esse percurso, de tantas variações, certas coisas ainda são inerentes á toda pessoa nesse pequeno mundo. A capacidade de falar mal de alguém... O doce sabor da fofoca.
Ah, quem nunca se coçou para contar um caso sobre determinado alguém? Até mesmo o mais imaculado dos seres já se pegou confabulando algo a respeito de outro. Há os que nem disfarçam, falam mal mesmo e sentem prazer nisso!
Não me colocarei no lugar de juiz. Essa não é a intenção do blog. (é sempre bom ressaltar isso, caso esqueçam) Afinal, a cidade dos clowns ainda tem seu lado azul. O lado dos excluídos é claro.
Outro dia, parei para observar uma cena na faculdade. E percebi que várias pessoas falavam de tantas outras. Não sei dizer se aquilo me incomodou. Mas certamente atentou-me para algo.
Todos temos dificuldade de lidar com a existência do outro. Pronto, agora pode me considerar uma louca que possui fobia da sociedade. Contudo, antes de ligar para o sanatório, tente compreender minha afirmação.
Quando digo que a outra pessoa incomoda, não me refiro ao ser físico. Apesar de que algumas pessoas possuem essa barreira mesmo. Porém, estou dizendo que algumas vezes o pensamento do outro nos incomoda. E muitos, não sabemos como se comportar nesse momento.
Ao se deparar com esse desafio, procuramos desmoralizar o oponente. Buscamos nele defeitos que argumentem nossa antipatia. Há quem diga que isso é inveja. Outros birra mesmo. E tem os espiritualistas que culpam os anjos: "É meu anjo não bateu com o dele!"
Engraçado ouvir isso, parece que existem facções no céu. De um lado a galerinha do time do Gabriel, do outro do Miguel... e assim vai.
Ainda não sei dizer qual opinião possuo a respeito disso. Apenas sei que essa atitude me incomoda as vezes. Por mais que eu também me pegue falando de alguém, sinto-me estranha com isso. E fico pensando por que é tão difícil aceitar as pessoas como elas são. Por que uma pessoa normal como eu, torna-se motivo de ódio, raiva, antipatia.
Será que o problema está no outro, ou em mim mesmo? E se a outra pessoa for um espelho?





