Momento tietagem.... Todo mundo tem um dia, rs

4 de Julho de 2009 |


Sim, confesso que já critiquei a Indústria Cultural aqui neste blog. Disse sobre as suas imperfeições, implicações e consequências... Mas hoje caí em minhas teses, desconstruí meus pensamentos quando vi esse pendrive que aparece na imagem.
Irei contestualizar antes para os leigos. Existe um filme chamado "Star Wars" que é simplesmente uma das grandes obras do cinema hollywoodiano, e em minha humilde opinião um clássico. Esse filme já lançou inúmeros produtos com personagens de sua saga para alegria de nós fãs. Então não é novidade a criação do pendrive aí mostrado.
A idéia é da Mimoco, uma famosa linha de pendrives norte americana que une tecnologia e design em suas peças. "Com capacidade de memória de 2GB, o lançamento já vem com conteúdo digital especial pré-carregado: Revista Digital mimoZine, ícones, avatares, papel de parede, protetor de tela e software de som que reproduz randomicamente sons dos personagens sempre que o pendrive é inserido ou retirado."
Não preciso nem dizer que fiquei paralisada em frente ao pc quando vi esse produto... Queria comprar na hora mesmo... O preço ainda não foi divulgado, mas sei que vende em um lugar chamado Imaginarium...
Imagine só??? Um pendrive do Darth Vader...???
Só falta o meu sabre de luz...
Viva os criativos... e QUE A FORÇA ESTEJA COM VOCÊ...

Fonte: http://dani-se.virgula.uol.com.br/luxo_e_gadgets/Mimoco:PendriveToyart-152

Remember the time... Don't forget !!

30 de Junho de 2009 |

Morte. Fim. Desfecho. Término? Jamais.
Estrelas morrem, mas o brilho permanece.
O mundo presenciou atônitamente a morte da maior estrela do pop que existiu. Incontestavelmente, o melhor. O mais inovador de todos. Aquele que abriu caminhos na música pop, que alargou espaços para a dança de rua, que proporcionou espetáculos maravilhosos nos shows que realizou. Uma palavra para ele: inovador.
Um monstro nos palcos, uma criança na intimidade, um náufrago em seus pensamentos, um suicida em seus traumas. Paradoxal, de fato.
Aqui, hoje, não irei relembrar dos escandalos. Eles pouco me importam. O que quero fazer é deixar expressa a minha alegria de ter vivenciado tantas experiências com as suas canções.
A estrela apagou. Porém o brilho permanecerá eternamente. O futuro saberá quem foi esse homem e das coisas que realizou, sejam boas ou não. Muitos irão desejar ter vivido nesta época em que passamos para sentir na pele a emoção das inúmeras músicas que ele criou.
Por que o Michael Jackson não merece mais manchas em sua história, e sim carinho e consideração que infelizmente foram-lhe negadas em infância e que possivelmente teriam sido fator crucial para tamanha tristeza em seu coração.
Deixo aqui a minha dor. E inicio também a minha doce lembrança.
Lembrando do tempo... Do doce tempo...

Auto - conhecimento

30 de Maio de 2009 |

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!"

Charles Chaplin

Às vezes não compreendemos as coisas que nos acometem... Quando li esse texto, pude perceber o quanto que é importante nos conhecermos bem... Devemos ser peritos em nós mesmos, para somente assim nos arriscarmos a viver...

Ouro Preto e a Transversalidade

27 de Maio de 2009 |

A linha da ladeira
Foto tirada por Michel Resende.


Esse mês realizamos uma visita á Ouro Preto para exercitarmos o olhar estético e aplicar algumas teorias de Roland Barthes sobre a técnica fotográfica. É claro que em contrapartida divertimos bastante. Cada qual da sua maneira, mas em suma essa viagem marcou cada aluno daquela sala.

Meu grupo, após muita discussão, resolveu escolher o tema "Transversal". Confesso que inicialmente não tinha colocado muita fé nessa história, porém havia um trabalho para se fazer e diante da exigência artística do professor admiti que era uma boa escolha.

Infelizmente não pude acompanhar os membros do meu grupo, primeiramente por causa das ladeiras da cidade. É impossível andar de cadeira de rodas naquele lugar. Quer dizer, é possível, porém naquele dia não estava muito a fim de trepidações... rs.

De qualquer forma, a minha ausência não fez diferença no resultado final. E que fotos.

Contudo o motivo deste post não são as perfeitas angulações de meu colega, mas o tema. Após o trabalho, seguindo orientações do professor, foi feita uma pesquisa acerca da transversalidade e antes que eu pudesse pensar lá estava eu apaixonada pelos conceitos que giram em torno dessa simples palavra.

Yves Barel (1989) para explicar esse conceito usou como exemplo o Z do personagem Zorro. Segundo ele a forma como é composta esse logo, duas paralelas sendo ligadas por uma barra oblíqua, "fazendo reencontrar o que não se pode reencontrar", é uma perfeita metáfora do trânsito de conceitos das disciplinas.

O conceito transversal não é estático, ao contrário, é fluido. Movimenta-se. Transita. Absorve outros conceitos e segue sua tragetória para manter o fluxo. É um conceito andarilho.

Um exemplo disso? Nós e as exigências do mundo globalizado. É de priori que uma pessoa não seja mais firmada somente em um só pensamento. Pessoas estáticas, conservadoras são consideradas atrasadas no mundo atual.

O homem pós moderno é transversal. Não é mais centralizado, saiu de si mesmo para voar pelas outras culturas absorvendo o que é de melhor delas e novamente se lançando ao voo para buscar novas. Não é ausente de significado, apenas repleto deles.

Transversal é reconstruir.

E Ouro Preto é exatamente isso. Aos olhos de um alguém inocente pode parecer uma cidade tombada, parada e repleta de lugares antigos e mofados. Mas em verdade é um lugar repleto de transitoriedade. De transversalidade.

Foi construída com a união de várias culturas, e elas ainda estão lá. Hoje vagueiam pelas ruas, tirando fotos, obtendo novos olhares e refazendo a cidade constantemente. As lojas conseguem fazer esse caminho entre o novo e o antigo, reformulando suas fachadas em respeito ás construções. Isso faz com que haja um novo ar naquele lugar. Uma sensação de que algo mudou, porém continua o mesmo e ao mesmo tempo já não é mais aquilo que fora. É outra coisa.

Algo transversal.

P.S.: Peguei pesado nos conceitos nesse post, mas foi por uma boa causa. Espero não ter sido entediante, rsrs.

A internet e as novas empregadas no futuro.

26 de Maio de 2009 |

A internet, como já é de conhecimento de todos, surgiu assim como quem não quer nada e já invadiu nossas vidas a ponto de transformarmos profundamente. Certamente você caro leitor já se pegou desesperado por não ter olhado seus emails, orkut, msn, twitter ou no caso dos estudantes de plantão, aquele momento "copia e cola" nos trabalhos.

Desde os anos noventa, a vida das pessoas está se transformando vertiginosamente numa velocidade descomunal, devido o surgimento de novas tecnologias e possibilidades. E não somente em questões virtuais, como também nas relações humanas. E isso não se resume somente a esse fato isolado, pois são emaranhados de acontecimentos que desencadearam essas mudanças, afinal a história se constrói numa incessante dialética de conceitos e pensamentos.

Atualmente, isso não tem sido muito contestado. Em função da capacidade de adaptar-se á novas realidades nós assumimos esse novo estilo de viver como se já fosse algo natural. Isso é o que nós insistimos em acreditar.

Entretanto, essas novidades não estão sendo assimiladas da mesma maneira pelas camadas sociais. Ou seja, o acesso ás inovações é inversamente proporcional a distribuição de renda dos países.

Calma, irei explicar melhor o meu raciocínio.

Inicialmente, é um fato dizer que alguns governos buscam tornar o acesso das camadas mais pobres ás conquistas tecnológicas, mais igualitário. Contudo, não basta colocar um computador na frente de uma pessoa que não sabe ler ou escrever direito. O que quero dizer é que necessita-se reformar a base intelectual das pessoas para que elas tenham um melhor uso dessa nova mídia.

Agora sim. Mas o que isso tem a ver com as empregadas??

Em um momento de discussão com minha mãe, essas horas em que se conversa despretenciosamente, falávamos sobre a profissão de empregada doméstica ultimamente e as exigências dos contratantes, ou melhor, das patroas.

Como diz minha mãe: "Esse povo rico gosta de gente que sabe trabalhar." Sem que percebéssemos começamos a pensar sobre como será essa atividade no futuro com a predominância de artefatos eletrônicos e digitais.

Penso que iremos entrar numa era do status do trabalho doméstico. (Calma, eu irei explicar)

Vivemos uma época em que as mulheres já não são criadas para serem donas de casa, mas sim empreendedoras de suas próprias vidas. Perdemos a condição de bonecas do lar e assumimos cada dia a posição de mulheres normais e atuantes.

Com isso, a maioria têm dispensado conhecimentos básicos para manutenção de uma casa ou por passar maior tempo em meio aos livros ou por mero desinteresse mesmo. E o mais interessante é que essas razões oscilam entre as classes. Não é possível dizer que moças de classes pobres se desinteressam por essas atividades nem que estão envolvidas em conhecimentos. Da mesma forma, as de classe alta estão mergulhadas nessas possibilidades.

Hoje as mulheres perderam a classificação social. São apenas mulheres.

Mas retomando...

Com isso, será necessário contratar pessoas para cuidar de nosso lar pela ausência de conhecimento nesse assunto. Todavia, quem contrataremos? Não haverá contingente qualificado para isso. E qual é a consequência? A valorização dessa vaga. E o que mais? O aumento do salário.

Conclusão: As poucas mulheres que terão conhecimentos sobre o lar e como cuidar dele, serão procuradas com a mesma ansiedade que se anseia por água em um dia de calor. Porém, temos de atentar para uma coisa. Não bastará que essas saibam limpar e cozinhar bem, é de suprema importância que saibam lidar com as tecnologias referidas no início do texto.

É... Quem achava que para ser empregada não precisa estudar, deve rever seus conceitos urgentemente. Qualquer coisa, podemos fabricar uma robozinha simpática como a dos Jetsons... rs

Desafios

23 de Maio de 2009 |



"A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade."

Friedrich Nietzsche

Desabafo!

20 de Maio de 2009 |